Quando penso em escrever os textos para o Devaneios Filosóficos, eu dou prioridade ao assunto que será tratado e ao modo como ele será exposto. Busco primeiramente passar informações com responsabilidade e respeito – acredito que isso é fundamental para se construir uma boa rede de compartilhamento de saberes. Após isso, uma coisa que algumas pessoas comentam é: “Andreone, os seus textos não são longos demais? Por que você não os compartimentaliza?“. Bem, não são perguntas destituídas de sentido; porém, não posso me espelhar em um público que infelizmente prefere textos muito curtos e com conteúdo bastante resumido – até porque existem desses aos montes. Antes, prefiro voltar a minha atenção para aqueles e para aquelas que procuram algum tipo de embasamento, seja filosófico ou teórico – ou, ainda melhor, os dois. Por isso, os textos desse Blog são para os Homo sapiens que ainda encontram razão para a busca pelo conhecimento mais aprofundado e que, ainda, gostem de ler. Vale uma sugestão? É esta: você pode imaginar os textos em tópicos, e lê-los à sua maneira; inclusive, muitos deles são separados por títulos e subtítulos, quem sabe isso facilite o processo de leitura gradual.

Outra coisa interessante a ser dita é que as ideias basais de cada texto aparecem sempre que olho para dentro e para fora de mim. O universo é muito maior que o meu quintal de existência – analisar o mundo é essencial nesse processo de escrita. Assim, se você compreender algo do que escrevo, ficarei muito contente; se não, ficarei contente de que ao menos tenha tentado. Às vezes, a escrita é um desafio enorme tanto para quem escreve quanto para quem lê. O poeta Mário Quintana dizia que “quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro – ou o que lê ou o que escreve. Eu discordo dele, acho essa fala muito arrogante. Escrever não é um mero código que tem a obrigatoriedade de transmitir uma informação inteligível. Pelo contrário, a escrita utiliza-se de códigos inteligíveis para tentar transmitir o que nem sempre é compreensível. Escrever é desafiar-se a ser entendido, inclusive por sua própria mente. O mais difícil, além de entender parte do pensamento que vaga em minha mente, é organizá-lo – imagine transmiti-lo. E às vezes tento isso. Escrevo para não deixar guardado o que penso e para, quem sabe, poder lançar fagulhas de questionamentos em quem lê – mas não exijo que me compreendam. Somente um tolo exigiria ser completamente compreendido em um mundo no qual nem ele mesmo se entende.

 

vjppp

Andreone T. Medrado
Devaneios Filosóficos

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NOTA: a imagem utilizadas para compor a capa desse publicação foi obtida aqui.

 

 

#VocêJáParouParaPensar?