A vida, tal como eu a vejo, não é como um varal de roupas. Tampouco somos nós os prendedores aos quais algo ou alguém escolhe pregar essa ou aquela peça. A vida, essa mesma que me grita aos ouvidos e que me assalta a atenção todas as horas em todos os dias, não diz respeito a um destino o qual devamos perseguir; antes – e, mais uma vez, na minha forma de vê-la -, ela está mais próxima de uma jornada finita como que ao acaso, a qual empreendemos cada vez que fazemos algo com o “nós” de hoje que sobreviveu ao “nós” de ontem. A ideia do varal, e portanto a de sermos sustentadores de missões, talvez cumpra o seu papel como anestésico de nossas mais profundas e, às vezes, inconscientes, angústias; se é nesse caminho, que sirva-se dessa ideia quem a quiser ou quem a ela não puder resistir. Ainda assim, a vida – tal como eu a vejo – não é como um varal de roupas. Não o tempo todo…

 

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vjppp

 

Andreone T. Medrado
Devaneios Filosóficos

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Foto da capa: ©Andreone Teles Medrado.