E se o que você fez achando que foi certo não foi tão certo assim?
E se a sua liberdade de fazer o que desejava foi apenas a sua mediocridade vestida de desejo covarde?

E se o seu desejo de novas experiências foi/for, na verdade, o desejo de dizer “não” a uma situação, mas que você não teve/não tem essa coragem toda?
E se o que você chama de paixão for carência?
E se o que você chama de amor for dor?
E se o seu luto for, em essência, uma luta? Uma luta contra a realidade subjetiva.

E se aquilo que mata a sua sede for, na fórmula real, um veneno do qual você bebe sorrindo?
E se você se alimentasse das suas palavras a partir de hoje e elas te intoxicassem, você trocaria o seu vocabulário? Você ao menos tem reparado nas coisas que você fala?

E se os seus comportamentos mais sutis e mentirosos se voltassem contra você, num jogo em que o alvo é o próprio arco da flecha, você seguiria se comportando assim, atirando suas carências em todo mundo?

E se a realidade não for essa mesma que conhecemos?
E se Deus de fato não existisse? [Sim, há que creia em sua existência]
E se você se descobrisse uma fraude que forja uma felicidade da qual você nunca teve? Quiça conheça o que é ser quem você é!
E se tudo isso que você faz for tão medíocre quanto você diz ser nobre?
E se tudo o que você faz diariamente for tão desprezível quanto aquilo que você condena a cada segundo?

E se você parasse para pensar nisso tudo, o que você faria? Quem você seria?

E se você morresse hoje ou amanhã, que falta faria?

E se nunca tivesse lido esse texto pacato e sem sentido, que diferença isso faria na sua vida?

*  *  *

vjppp

Andreone T. Medrado
Devaneios Filosóficos

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NOTA: a imagem utilizada para compor a capa dessa publicação foi obtida aqui.